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mar 11

BBB: "Você já deu sua espiadinha hoje?"

Galeria

Postado por: Francisco Aloise - Editor Baixada Santista - 11/03/2010


Um reality show que é visto diariamente por milhões de telespectadores. Em jogo, um prêmio de R$ 1,5 milhão. Os quatro primeiros meses do ano é assim: homens sarados e mulheres bonitas são os escolhidos para ficarem confinados numa mansão com todo conforto, mas vigiados por câmeras em todos os lados.

E a convivência traz como recheio as intrigas, confusões, fofocas, discussões, e muita cobiça pelo prêmio final que se misturam às cenas de amor e também de ódio e fingimento. Será apenas um jogo, como muitos dos participantes dizem que é?

O certo que nos salões de beleza, nas salas de espera ou no cantinho do café no escritório: não se fala em outra coisa. Há nove anos, essa casa repleta de câmeras e microfones monopoliza as conversas do Brasil.

Mas, afinal, o que leva milhares de pessoas a aceitarem o convite do jornalista Pedro Bial todas as noites e ?dar uma espiadinha?

Desde o final dos anos 1990, as atrações supostamente baseadas na vida real e gênero do qual o Big Brother Brasil é o maior expoente, enchem as grades de programação das televisões aberta e a cabo.

Apesar de não ter sido o primeiro, o BBB tornou-se o mais famoso ao misturar confinamento, e competição. Junte-se à receita homens sarados e mulheres bonitas e está criada a fórmula do sucesso. Será que é apenas isso?

E os telespectadores são os que votam eliminando os participantes que estão no Paredão. E olha que são milhões de pessoas que participam da votação pela internet.

Você leitor, é a pessoa indicada para dar sua opinião. O que você acha, como analisa o BBB?

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mar 10

Santos bate recorde em número de médicos

Baixada Santista

Postado por: Francisco Aloise - Editor Baixada Santista - 10/03/2010


Santos é a cidade do Estado que mais concentra médicos em atividade por habitante, conforme local de domicílio. Ela abriga 2.643 profissionais, proporção de 6,34 para cada mil cidadãos. O indicador é melhor do que o estadual (2,44) e o nacional (1,80).

Além de Santos, apenas outros três municípios paulistas têm um formado em Medicina na ativa para menos de 200 habitantes: Ribeirão Preto, Botucatu e Campinas.

Mesmo assim, com toda essa gama de profissionais, o Município não consegue preencher os quadros para atendimento nos seus setores de saúde e as críticas contra maus profissionais proliferam pelos quatro cantos da cidade e ecoam em discussões na Câmara Municipal. Quer dizer: Alguma coisa está errada. E muito errada. Se a Cidade é recordista como pode ter falta de médicos em setores essencias de saúde e dificuldade para preencher seus quadros?

De um lado, muitos profissionais, que alegam ganhar pouco, tendo que suportar longa jornada de trabalho, às vezes com quatro ou mais vínculos de emprego para conseguir ter o padrão de vida digno da profissão. Do outro, algumas pessoas mal preparadas que denigrem a imagem da profissão e dos bons profissionais sendo assunto em discussão plenária por parte dos vereadores.

Todos aguardam por um piso nacional salarial único de R$ 7 mil reais, cujo projeto de lei tramita na Câmara Federal e quando aprovado irá para votação no Senado, podendo a seguir, ser sancionado pelo Presidente da República e virar lei.

Não quero aqui, e não devo adentrar no mérito salarial e nem na questão mal resolvidas envolvendo alguns profissionais da medicina, porque as restrições existem em todas as profissões. Uma coisa é certa, se houver um piso salarial, terá também que haver uma jornada de trabalho compatível com o novo salário. Será que àqueles médicos hoje contestados e cujas atitudes são discutidas até no legislativo municipal por mal atendimento e não comparecimento em seus plantões, vão se concentrar em seus empregos e prestar o atendimento necessário à população? Você, leitor é a pessoa certa e indicada para comentar e dar sua opinião sobre o assunto.

Com relação ao número recordista de médicos, ele faz parte de um levantamento do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp), realizado este mês e divulgado ontem pelo órgão. Em 2007, houve uma pesquisa semelhante. Na época, Santos só ficou atrás de Botucatu.

Hoje, 65% da categoria está concentrada em cinco regiões (São Paulo, Ribeirão Preto, Campinas, Baixada Santista e São José do Rio Preto). Os médicos moram nesses locais, que concentram 44% da população do Estado.

Apesar do aumento da concentração de formados em Medicina em São Paulo crescer, os dados apontam que a distribuição pelos municípios é bastante irregular. Das 645 cidades do Estado, 148 não têm um único médico residindo em seu território.
Conforme o Cremesp, 63% da categoria possui vínculo de trabalho apenas na cidade onde mora. Além disso, 26% atuam no próprio município e em outros ao mesmo tempo. Apenas 8% prestam serviços fora de São Paulo.

No ranking das unidades federativas do Brasil, São Paulo fica na quarta colocação, atrás do Distrito Federal (3,56), Rio de Janeiro (3,39) e Goiás (3,00).

A média nacional é de 1,81. No entanto, o País concentra menos médicos que a maioria das nações desenvolvidas. Também perde para Cuba, Argentina, Uruguai e México.

Embora o número brasileiro seja superior ao recomendado pela Organização Mundial de Saúde (um médico para cada 1 mil habitantes), ele esconde um grande desequilíbrio na distribuição territorial dos médicos na ativa.

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mar 09

Saidinha de banco

Baixada Santista

Postado por: Paulo Alves - Editor Baixada - 09/03/2010


O Brasil tem lei demais. Tantas que algumas não existe quem reclame a sua aplicação, nem quem as fiscalize. Popularmente falando, tem lei que pega (é aplicada) e que não pega (ignorada). A Lei n 2.271, de autoria do vereador Gilberto Rampon (PSB), de São Vicente, precisa pegar. Para o bem da sociedade.
A lei prevê que os bancos instalem um painel na frente dos caixas, de modo a impedir quem está na fila, ou no interior da agência, de ver a transação econômica efetuada entre o cliente e o bancário.

A medida é uma tentativa de inibir o crime conhecido como saidinha de banco. Nesta prática, um bandido fica dentro da agência observando os saques feitos no caixa, e por celular descreve a vítima para seu comparsa, que está na rua.

O painel visa impedir o marginal de ver se a pessoa foi retirar dinheiro ou pagar uma conta. Claro que isso não substitui o trabalho da polícia e que os crimes, infelizmente, continuarão acontecendo. Mas ao menos a lei visa proteger o cidadão, tenta criar uma dificuldade. Esperamos que os bancos, que em nome da segurança instalaram portas giratórias, que em nome da mesma segurança providenciem os painéis.

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mar 08

Prêmio político ou mérito?

Galeria

Postado por: Gustavo Klein - Repórter de Galeria - 08/03/2010


Considerado o favorito desde as indicações, o campeão de bilheteria Avatar foi superado, na festa do Oscar na noite do último domingo por seu concorrente Guerra ao Terror. A produção independente levou seis prêmios da Academia contra 3 do filme de James Cameron.

O abismo entre as duas produções é enorme, tanto no que diz respeito ao orçamento quanto ao dinheiro arrecadado nas bilheterias.

Foi uma opção da Academia por um prêmio político, que marque posição contra o militarismo do governo Bush. Mas você concorda com a tendência de se premiar filmes que reflitam o momento político, no lugar de destacar aqueles que teriam sido, de fato, os filmes do ano? Teria sido Avatar o melhor filme do ano, pela inovação tecnológica, ou você prefere uma produção menos "cinema-pipoca", como Guerra ao Terror ou mesmo Preciosa, que levou dois prêmios importantes (atriz coadjuvante e roteiro)?

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mar 05

A Banalização da violência

Polícia

Postado por: Joaquim Ordonez - Editor Baixada Santista - 05/03/2010


Mais uma vida interrompida de maneira estúpida. Mais uma vítima da onda de crimes que assola a Baixada Santista, deixando em cada um de nós a amarga sensação de impotência e perplexidade diante da banalização da violência que atinge toda a região. Quinze mil reais, o preço da vida de um pai de família, trabalhador, que tentou, sem êxito, escapar da armadilha conhecida como saidinha de banco. Mas, todos sabem, nesse tipo de delito nem sempre a quantidade de dinheiro é relevante, pois os roubos na saída de bancos vêm se repetindo com freqüência, sobretudo envolvendo pessoas idosas, que são os principais alvos dos marginais, independentemente do valor sacado.

O comerciante Fábio Ramires Lopo, de 45 anos, foi atingido com dois disparos pelos ocupantes de três motos após ter jogado o dinheiro dentro de seu carro, que rapidamente foi trancado. Os ladrões fugiram sem nada roubar deixando a certeza de que atiraram na vítima apenas como vingança por não terem conseguido seu intento. Isso demonstra a crueldade sem limite da marginalidade, da qual ninguém está imune. E o pior é que, diante das barbáries que vem acontecendo, não se vislumbra uma solução para o problema em curto espaço de tempo, cabendo à sociedade permanecer na condição de refém do banditismo, privando-se cada vez mais da liberdade que é, ou deveria ser, um direito irrestrito de todo o cidadão.

No caso da saidinha de banco, é importante observar as recomendações das autoridades policiais para dificultar a ação das quadrilhas. Mas, por outro lado, é preciso também que as polícias Civil e Militar se empenhem o quanto mais para coibir essa modalidade de crime, seja adotando novas estratégias de vigilância ou investigando a fundo as origens das gangues. O fato é que a impunidade contribui para essa lamentável situação. É preciso agir com determinação e competência para evitar que outras vidas sejam ceifadas precocemente.

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